Cinco homens e duas mulheres: essa é a composição do Conselho de Sentença que irá julgar Erik Wermelinger Busetti, delegado acusado de matar a esposa, Maritza Guimarães de Souza, e a enteada Ana Carolina de Souza Holz, que tinha 16 anos quando foi morta. O julgamento começou na manhã desta segunda-feira (1), no Tribunal do Júri de Curitiba, e a expectativa é de que dure três dias.
A primeira testemunha ouvida foi uma escrivã da Polícia Civil. O depoimento começou por volta das 11h50. O depoimento não havia sido encerrado até 13h30.
De acordo com denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), Busetti cometeu o feminicídio por não aceitar “os termos do fim da relação” com Maritza.
O órgão sustenta o motivo torpe, bem como o recurso que dificultou a defesa da vítima, “eis que, a fim de atrair a atenção e o retorno da genitora da ofendida, dirigiu-se ao quarto da adolescente e passou a agredi-la fisicamente, mitigando a sua resistência, revelada pela vantagem física do denunciado em desfavor da menor, sendo esta alvejada com vários disparos de arma de fogo enquanto tentava cessar a ação agressiva do próprio padrasto”.
O crime aconteceu na noite de 4 de março de 2020, em um sobrado localizado no bairro Atuba, em Curitiba.
A advogada que representa a família de Maritza, Louise Mattar Assad, cita que a expectativa é pela condenação do réu, com todas as qualificadoras pelas quais foi denunciado.






